terça-feira, 26 de outubro de 2010

5. Amizade... uma estranha relação...


Olá!
Posso dizer que só confio plenamente em 5% das pessoas que conheço, logo podem catalogar-me como uma pessoa que dorme sempre com um olho aberto. Exagero? Talvez um pouco...
Do meio escolar ao meio laboral poucas são as diferenças, sinceramente... Na escola tínhamos pessoas que se faziam nossas amigas para conseguirem os nossos apontamentos e no trabalho temos pessoas que se fazem de nossas amigas para conseguirem promoção ou porque esperam o nosso apoio nalguma decisão futura.
Quanto mais estudo e analiso a raça humana, mais fico com a certeza da imprevisibilidade dos seus pensamentos e mais estimo os outros animais.
Há bons amigos e maus amigos e há bons familiares e maus familiares. No início todos são óptimos, mas ao passar o tempo, há certos rastilhos que vão sendo acesos, levando a que certas bombas rebentem nas nossas mãos.

Na idade da inocência ter um amigo, significava não estar sozinho na escola ou nas brincadeiras diárias. Todos os que participavam connosco nas brincadeiras eram nossos amigos! A partir de uma certa altura, começamos a entender o mundo e a ganhar certas "maldades" e "espertices". A partir desse momento, é necessário ter muito cuidado com as amizades que se vão criando, pois nunca se sabe a razão pela qual essa pessoa decidiu ser nosso amigo.
Repara numa coisa... com quantos colegas de escola ainda manténs contacto? Estás a ver o que digo... muito poucos... a razão é simples, eram companheiros de luta e eram-nos "úteis" para tornar a escola um local suportável, evitando a solidão. Quando essa realidade acabou, as ligações deixaram de fazer sentido e cada pessoa foi para seu lado.
Mas nem tudo é mau... há companheiros de luta que guardo no meu coração com muito carinho, tanto rapazes como raparigas. Tivemos momentos fantásticos, momentos que não se esquecem, momentos imortais.
Se já foste à tropa, deves recordar alguns companheiros com saudade... é natural... foram aliados num ambiente austero e foi a vossa união que levou a que vencessem a recruta.
Afinal... o que é a amizade? Como se desenvolve e como a podemos manter fiel? Este é de facto um grande mistério...
Na sua generalidade, podemos concluir que os amigos são gerados devido às inseguranças existentes nos meios adversos onde interagem. Queres mais um exemplo? As 4 meninas da série Sexo e a Cidade.
Eram 4 pessoas inseguras, todas solteiras e todas fracassadas no amor, entregues à solidão de uma mega metrópole chamada Nova Iorque. Se a Carrie tivesse uma relação estável com o Big, se a Michele e a Miranda tivessem casado mais cedo e se a Samantha fosse estável no campo sentimental, quase aposto que não tinham desenvolvido aquele sentimento fortíssimo que as unia.

Um dos maiores vírus para as amizades: Rivalidade! Um dos inimigos nº1 das amizades...

A rivalidade é um sentimento natural, mas venenoso. Por vezes é tão forte que se chega a estragar uma amizade, pois leva-nos a dizer e a fazer coisas inadmissíveis.
Aposto que já tiveram um amigo que não vos emprestou um apontamento para ter melhor nota numa disciplina ou um colega de tropa que disse mal de ti para cair nas graças do Sargento.

Leitor, tens de estar atento. Ter amigos é maravilhoso, mas cuidado! Quanto maiores os nossos feitos, mais sensíveis ficam os rastilhos dos amigos, e como tal maiores probabilidades temos de encarar um “amigo-bomba".

Como conclusão deixo-vos este apontamento histórico...

"Em Fevereiro, Marco António ofereceu um diadema, símbolo de um rei, a César, que o rejeitou com veemência. No entanto, o episódio valeu-lhe a desconfiança dos seus pares que começaram a recear a sua ambição. Pouco depois, César foi assassinado numa reunião do senado, nos Idos de Março (15 de Março) de 44 a.C., por um grupo de senadores que acreditavam agir em defesa da República.
Entre eles contavam-se os seus antigos protegidos Marco Bruto e Caio Cássio.

César caiu aos pés de uma estátua de Pompeu e as suas últimas palavras são descritas em várias versões:

Kai su, teknon? (em grego, "tu também, meu filho?")
Tu quoque, Brute, filii mei! (em latim, "Tu também, Bruto, meu filho!")
Et tu, Brute? (em latim, "Até tu, Bruto?", versão imortalizada na peça de Shakespeare)

Gil

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